tem dias cagente mete-ce a pensar das coizas da vida e dá conta cos anos paçam acim munte depreça e fica-se velho e podia ter feito muntas coizas e na fêz….

deste domingo queu tava aflito da nhas cruzes e a modos ca tive de môlho e caté pedi á nha maria pa cumprár o jornale queu gosto de ler lá do café. até ca vi lá a notiça da festa do frangue queu até tôme a lixar páquilo…

fico é com munta desgosto do cereál tár a faltar e agente inda vai amargár …

atão do meu tempo era a malhar da eira e depois as máquenas a desbulhar dias e dias sem parár e quera uma fartura e a nha vinha quera um regálo e a vindima  queu inda chiguei a fazer uma pinga da boa  e cagente ia ó moinho e a nha maria quinda amaçou o pão cagora já na tem forças…

atão cagora é tude da loja e na é ca dérão subecidos ó peçoal pa deixar as terras e tá tudo de poisio qué um desconsolo… é só erva por todó lado…e queixam ca falta o cereál á culpa de quém?

amanhei até pudêr e só larguei cando os males cumeçaram a menfraquejár. 

a nha fazenda quera de renda é só erva e o moinho agora qué o muzeu…

UM HOME NA XORA… MAS DÁ VONTADE…

 

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